domingo, 18 de outubro de 2015

Sobre a lua


A noite, os sonhos. Inquietação. Ela surge branca, balonesca, etérea. Além das árvores da margem do rio. Nem galhos, nem nuvens comovem a fantasmagoria da sua aparição. Senhora dos sonhos, guia quem dela foge. Confunde quem nela busca abrigo. Voz que clama. Não se sabe se apenas deleite ou puro temor que a senhora branca apague seus caminhos e roube seu despertar.

Sonhei com a lua essa semana. Estávamos eu e mais dois amigos em busca de um lugar sereno para meditar, à beira do rio Poti. A lua cheia nasce do outro lado, por trás das árvores. Mais pessoas estavam ali agrupadas. O chão não se decidia se quente ou frio. Sentíamos quente, sentiam-no frio. Os que sentiam frio escolheram se agasalhar encostando uns nos outros. Um estudante falecido guiava a prática.

                                           Melodia sentimental, do Villa- Lobos, na voz da Zizi Possi.

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