Lembra do último sonho que compartilhei aqui? Não? Corre aqui pra refrescar a memória!
Agora lembrou? Ótimo!
Leu os últimos posts da Nayara (A dona da loja de desejos, shiu)? Pois bem. Preciso explicar alguma coisa?
Uhm... Claro que eu vou explicar o claro, senão não viria até aqui, não é mesmo?
Como A dona da loja de desejos explicou no post Lembrando dos sonhos, a principal prática na Psicologia Analítica é anotar os sonhos para então refletir sobre eles. O sonhador recém-chegado no consultório pode ter alguma dificuldade em lembrar o que se passa no mundo onírico, mas certamente terá um avanço no decorrer da análise. Então você pergunta: "tá, eu sonho toda noite, ok, e daí? O que isso fala sobre mim que vai me ajudar?".
Pequeno gafanhoto, os sonhos são a janela da alma. Eles te dizem o que se passa, te ajudam a superar o que passou e ainda podem te dar uma alegriazinha depois daquele dia cansativo (sonhos compensatórios). By the way, eles podem significar nada. Não vamos forçar o inconsciente também, né, galera!
Quando fui convidada para participar desse blog eu não sabia exatamente como responder. A resposta veio através de um hiato onírico, digamos assim. Não sonhei nada. Digo, não lembrei de nenhum sonho. Se a proposta aqui era falar sobre sonhos e eu não tinha sonhos para compartilhar, não tinha como eu participar.
Mas eu não queria sair assim, não! Eu estou nesse barco há um tempo e sempre quis pessoas para conversar sobre e que não levassem o assunto do jeito que levavam - aura de preconceitos sim. Então eu escrevi um pouco sobre o livro da von Franz, que eu tinha acabado de ler. Depois eu falei do sonho d'A casa de vidro...
Vamos nós: o que ficou bastante claro era uma profunda mudança. Uma casa bonita, porém se quebrando. Eu sabia que grandes mudanças e responsabilidades estavam a chegar, mas a bola de cristal dos sonhos não pode dar tudo de mão beijada, então a gente tem que viver para ver. Não cabe muito falar sobre mudanças tão pessoais, mas hoje relendo aquele sonho eu atentei para um detalhe que escrevi e deixei passar: "Eu não tinha mais tempo... além do fato de ser de vidro, a casa parecia estar se movendo, como se tivesse sido erguida por cima de um lago. Tive que fugir.". Quase que literalmente, eu tive que abandonar o barco.
A minha vida virou de cabeça para baixo rapidinho. Na semana seguinte a essa postagem fui chamada para assumir um concurso para professora substituta na UESPI numa cidade no interior. Ainda hoje eu estou tentando arrumar as coisas para dar conta das viagens, das turmas, dos trabalhos que tenho aqui e da vida pessoal, que foi o "crec" mais dolorido que tive. Eu acho que esse barco não aguentava tanta mudança, sabe? Eu sinto dor em lembrar o que tive que deixar para trás, mas foi me abrindo para novas perspectivas que consigo seguir em frente.
A loucura desse blog é uma loucura necessária. Quem se atreve a mexer com o inconsciente não pode voltar atrás porque a gente não pode "desaprender" as coisas. Uma vez desvendado um mistério outros mistérios urgentes se jogam na tua frente para também serem desvendados.
Novamente: bem vindos ao mundo dos sonhos!
Nenhum comentário:
Postar um comentário