Hoje me peguei pensando nesse blog esquecido: "que loucura expor nossos inconscientes dessa maneira". A internet essa terra de ausentes e que de repente se ergue cheia de dedos em riste tão pronta a definir, a julgar e a limitar. Um exercício que é justamente a negação da energia dos sonhos.
Não se engane, se por vezes os sonhos parecem ter significados certos, a certeza não passa de mera ingenuidade ou ignorância daquele que decidiu interpretá-lo, geralmente o sonhador. Os sonhos não cabem em um blog de internet. Os sonhos não cabem em uma folha de papel, não cabem num livro de Jung, nem de Freud, não cabem em mim e nem em você. Eles vêm de outros mundos, longe da capacidade das nossas palavras de alcançá-los, longe das nossas fronteiras, longe de inícios e fins. Ainda assim os sonhos nos buscam: essa energia mágica da qual também somos ingredientes, matéria integrante- mesmo que não saibamos precisar o quanto ou como. Eis que sonhamos. Sonhamos e escrevemos sobre sonhos. Sonhamos e vivemos sonhos. Ou achamos que vivemos sonhos. Sonhamos e devaneamos sobre sonhos. Sonhamos e criamos um blog sobre sonhos. Mas o sonho está sempre além. Ele é matéria de porvir. Ainda assim sonhamos.
Que diabos. Ainda não entendo o porquê de um blog de sonhos.
Contudo, cá estaremos.
[something about dream] a.g.

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