quarta-feira, 8 de abril de 2015

A menina

Eu sonhei que eu estava em um prédio muito grande, que depois eu descobri que era um hotel. Olhei pela janela, havia muita gente na cobertura, num pátio coberto, tomando o café da manhã. Uma criança caminhava muito distante das mesas onde estava o restante das pessoas. Um cachorro bravo que estava preso, se soltou. Eu vi a hora que todos saíram de suas mesas desesperados, tentando buscar a criança, que corria na minha direção. O prédio não tinha nenhum muro de proteção que impedisse a criança de cair. Estranhamente, havia um enorme muro grosso só de concreto com um espaço entre o prédio que eu estava e o outro. Não daria tempo de ninguém correr pra pegar a criança, uma menina de uns 2 anos, antes dela cair do prédio ou de ser pega pelo cachorro. Eu, sem pensar, quando a criança já estava a dois passos da queda e de segundos de ser mordida, saltei minha janela, pisei no muro que havia entre os prédios, peguei a criança e fiz o caminho de volta, deixando nós duas à salvo no meu prédio.
Engraçado que, há mais ou menos um mês, eu estava caminhando pela UFPI, quando uma criança dessa idade do sonho estava aparentemente sozinha. Ela começou a caminhar em direção a uma queda de pouco menos de um metro, mas que seria capaz de machucá-la. Eu gritei e comecei a correr com toda a força, estava há uns 15 metros dela. Acho que se a a mãe ou qualquer outra coisa dela não tivesse visto e corrido em disparada também pra alcançar a menina, não teria dado tempo pra mim. Ela, por sorte, não se machucou, ainda bem.

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