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| Curumim. |
Descia eu de um ônibus um pouco apressada porque
precisava resolver algo numa faculdade. Também desceram um rapaz e uma moça. A faculdade ficava ao final de uma rua. Segui por
essa rua, que era de terra e ladeada por muito mato. Meus dois companheiros seguiram pelo mesmo caminho.
Além da mata, à esquerda, a torre de uma igreja se sobressai. Era noite, mas a rua estava
iluminada.
De repente, o breu completo. Olhei em direção à moça. Ela, que antes estava
lendo um livro distraidamente enquanto caminhava, continuou a fazê-lo como se nada tivesse
acontecido. Olhei para o rapaz e ele devolveu o olhar compreendendo meu medo, contudo, seus olhos pareciam dizer que ainda
assim eu precisava prosseguir. Ele me acompanhou até o final da rua, onde se
encontrava uma casa (a faculdade estava muito distante ainda). Depois sumiu.
Essa casa era
antiga e térrea, nos moldes das casas do centro de Teresina que predominavam até o início da década de 1990.
Abri a porta. Quando entrei, vi muitas mulheres e crianças
num salão. Havia uma cadeira verde de espaguete ao meu lado e nela me
sentei, observando a cena. As mulheres e as crianças todas possuíam traços
indígenas muito marcantes, mas usavam roupas “de homem branco", bem simples. Uma das
crianças sentou no meu colo e eu temi que a líder delas me repreendesse. Para
minha surpresa, ela assentiu a minha proximidade com a criança. Então eu
acordei.

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