Passo a descrever
alguns dos sonhos que tive naquele 2013. O critério de escolha foi
simplesmente a lembrança que deles ainda tenho e também a intensidade de
impressões por trazerem elementos não familiares da minha vida cotidiana
(apesar de seu sentido estar totalmente vinculado com ela).
Não tenho muita certeza
da data exata, mas creio que foi pelo mês de março. E tenho quase certeza que
foi antes do curso de mitologia ou seja, antes de ler Jung.
Estava eu em um navio
de madeira, no meio do mar mediterrâneo. Acompanhava-me um rapaz, com o qual eu
tinha algum tipo de relação afetiva. Éramos servos de Aristóteles. Nós
deveríamos levar os papiros até ele. Eu via a cena tanto da terceira pessoa
(predominantemente), como da primeira. Eu era branca com longos cabelos
ondulados e vestia uma túnica branca e comprida. Meu cabelo tinha a parte superior
presa com alguma tira que o adornava. Meu companheiro tinha uma roupa azulada
ou esverdeada de um tecido um pouco grosseiro. Seus cabelos eram ondulados e
estavam acima dos ombros- desgrenhados.
O navio começou então a
naufragar e também a incendiar. O rapaz logo se apressou em pegar o barco (ou
canoa) de salvação para que escapássemos. Eu fiquei desesperada querendo salvar
todos os papiros, era mais importante do que ir com ele. Meu companheiro insiste em me chamar e eu ignoro
“Preciso salvar os papiros!”, penso.
Finalmente, quando ele
já está no barco sobressalente que começava a se distanciar, acompanhando meus movimentos e me chamando para
sair do navio, eu decido segui-lo. Mas só porque havia conseguido salvar os
papiros. Saio antes do naufrágio do navio que ocorre logo em seguida.

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